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A Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI) assenta em três pilares centrais, o primeiro relativo à prevenção estrutural, o segundo referente à vigilância, deteção e fiscalização e o terceiro respeitante ao combate, rescaldo e vigilância pós-incêndio.
A prevenção estrutural desenvolve-se no sentido da defesa da de pessoas e bens sem descurar a defesa da floresta.
As atividades de Prevenção Estrutural induzem não só a um aumento da resiliência do território aos incêndios florestais, mas também a uma mudança no comportamento da população, adotando uma atitude mais responsável e de maior respeito pelos espaços florestais.
É importante uma ação de prevenção estrutural a longo prazo, pois contribuirá para o reequilíbrio da floresta e para a promoção de uma visão mais consciente e responsável face ao espaço florestal, por parte da população e proprietários.
O esforço desenvolvido na gestão dos matos e nas campanhas de sensibilização e de educação tem resultados a longo prazo. Assim, está sempre presente a possibilidade de ocorrência de incêndios de grandes dimensões, que ultrapassem a capacidade de resposta dos meios de combate.
Todas as ações de prevenção estrutural realizadas como gestão de matos, em espaço florestal e na interface urbano-florestal e segundo faixas de gestão de combustíveis do tipo rede primária, mosaico e rede secundária com o objetivo de compartimentar a paisagem, reduzindo deste modo a progressão dos incêndios e garantindo a defesa do edificado, promove a salvaguarda de pessoas e bens em territórios de alto risco, como é o caso de Vila Nova de Poiares.

 

FAIXAS DE GESTÃO DE COMBUSTÍVEL - Áreas a limpar

 

1.COMISSÃO MUNICIPAL DE DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS (CMDFCI)DE VILA NOVA DE POIARES

A Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios constitui o centro de coordenação e acção local no âmbito municipal. Dirigida pelo Presidente da Câmara Municipal, a comissão tem como missão organizar a nível local as acções de defesa da floresta contra os incêndios e promover a sua execução.

Constituição:

Presidente da Câmara Municipal
Gabinete Técnico Florestal
Representante das Juntas de Freguesia
Representante do ICNF
Representante dos Bombeiros Voluntários
Representante da Guarda Nacional Republicana

2.PLANO MUNICIPAL DE DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS (PMDFCI) DE VILA NOVA DE POIARES

- No quadro do Decreto-Lei nº 124/2006, de 28 de Junho, com as alterações introduzidas pelos Decretos-Leis nos 15/2009, de 14 de janeiro, 17/2009, de 14 de Janeiro, 114/2011, de 30 de novembro e 83/2014, de 23 de maio preconiza-se a elaboração do plano municipal de defesa da floresta contra incêndios (PMDFCI), que defina as medidas necessárias para o efeito e que inclua a previsão e planeamento integrado das intervenções das diferentes entidades perante a ocorrência de incêndios, no âmbito das atribuições da Comissão Municipal de Defesa da Floresta (CMDF). O PMDFCI visa operacionalizar ao nível local e municipal as orientações estabelecidas no Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios (PNDFCI) e Plano Distrital de Defesa da Floresta contra Incêndios (PDDFCI), sendo igualmente elaborado em consonância com os respetivos Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF), conforme estabelecido no n.º 2, do artigo 3.º-B, do referido Decreto-Lei.
A elaboração do PMDFCI contém as diretivas e normas que sistematizam e incorpora os contributos dados pela Comissão Municipal de Defesa da Floresta, coadjuvada pelo Gabinete Técnico Florestal (GTF) dos serviços de Recursos Florestais do Município.

O Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) tem uma vigência de 5 anos. O Município de Vila Nova de Poiares tem o seu PMDFCI em curso com período de ação entre 2008-2012 e pode ser consultado nos serviços de Recursos Florestais.

PMDFCI 2015-2019 - download

- PLANO OPERACIONAL MUNICIPAL (POM) DO MUNICÍPIO DE VILA NOVA DE POIARES

O Plano Operacional Municipal (POM), que permite a operacionalização do PMDFCI é anual.
Ambos os Planos são efetuados pelo Gabinete Técnico Florestal do Município, o qual tem a responsabilidade de apoiar a Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (CMDFCI) que em sede de reunião aprova os referidos planos e os submete ao Coordenador de Prevenção Estrutural (CPE) do ICNF.

A operacionalização do PMDFCI, em particular para as ações de vigilância, deteção, fiscalização, 1.ª intervenção, combate, rescaldo e vigilância pós-incêndio, concretiza-se através de um Plano Operacional Municipal (POM), que particulariza a execução destas ações e é efetuado todos os anos (até meados de Abril). 

Consulte o POM - Plano Operacional Municipal:

2018 - POM / Mapas / Deliberação de aprovação

2017 - download

CAD - Cartografia de Apoio à Decisão

2018 - Consulte aqui

2017 - Consulte aqui



3.PREVENÇÃO ESTRUTURAL

Durante o Outono e Inverno, em particular, são executados dezenas de hectares de gestão de combustível vegetais (limpezas de matos), dos quais nas faixas de rede secundária e também a beneficiação de caminhos florestais. Estes trabalhos são realizados, quer pelos funcionários da Câmara Municipal e Juntas de Freguesia de Vila Nova de Poiares, quer pelas Equipas de Sapadores Florestais (ESF) existentes na área do Município ou mais próximas:
- Gestão de combustíveis (área total executada);
- Manutenção/construção de pontos de água;
- Construção ou manutenção de RVF (km);

4.DEFESA DE PESSOAS E BENS

Os três pilares referidos anteriormente, fundamentais no sistema de defesa da floresta contra incêndios, nomeadamente:
1- Prevenção estrutural;
2- Vigilância, deteção e fiscalização; e
3- Combate, rescaldo e vigilância pós -incêndio.

Enquadram-se num modelo ativo e estruturante de duas dimensões de defesa que se complementam: a defesa de pessoas e bens e a defesa da floresta.
Esta defesa passa por uma postura pró-ativa de todos os proprietários de edificações e de terrenos confinantes com estas, em meio rural, através da gestão de combustíveis e de outras regras de segurança.
Nesta área o município pretende que a população proceda ao cumprimento da legislação em vigor, alertando, ao mesmo tempo, para os benefícios das ações de gestão na protecção das edificações e para os perigos decorrentes de comportamentos menos adequados, promovendo a participação ativa da população na defesa e conservação da nossa floresta, bem como na protecção de vidas e do património edificado.

5.PERÍODO CRÍTICO e ÍNDICE DE RISCO TEMPORAL de INCÊNDIO

Período crítico é o período durante o qual vigoram medidas e ações especiais de prevenção contra incêndios florestais, por força de circunstâncias meteorológicas excecionais, sendo definido por portaria do Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, geralmente período entre 1 de Julho a 30 de Setembro.
Índice de risco temporal de incêndio florestal a expressão numérica que traduza o estado dos combustíveis florestais e da meteorologia, de modo a prever as condições de início e propagação de um incêndio e que se pode dividir em 4 classes: 1- Reduzido; 2- Elevado; 3- Muito Elevado; 4- Máximo

Considerando os termos acima referidos e em questões do Uso do Fogo a Câmara Municipal, promove a informação aos proprietários de terrenos de como proceder fora do período crítico e sem que o risco temporal de incêndio não seja Elevado, Muito Elevado ou Máximo, consoante as situações de Queima ou Queimadas.
Queima: o uso do fogo para eliminar sobrantes de exploração, cortados e amontoados.
Queimada: o uso do fogo para renovação de pastagens e eliminação de restolho e ainda, para eliminar sobrantes de exploração cortados mas não amontoados.

Pode consultar o Risco Temporal de Incêndio   aqui

Pode ainda solicitar a respetiva autorização na plataforma desenvolvida pelo ICNF aqui

 

6.COADJUVAÇÃO com a COMISSÃO MUNICIPAL de PROTEÇÃO CIVIL

Os Serviços de Recursos Florestais da Câmara Municipal têm também na área de sua atuação apoiar os Serviços Municipais de Proteção Civil e nomeadamente a Comissão Municipal de Proteção Civil (CMPC).
A CMPC de Vila Nova de Poiares é uma entidade de âmbito municipal, com funções de articulação e de cooperação operacional, tendo como objetivo assegurar que todas as entidades e instituições de âmbito municipal imprescindíveis as operações de proteção e socorro, emergência e assistência previsíveis ou decorrentes de acidente grave ou catástrofe se articulem entre si, garantindo os meios considerados adequados a gestão da ocorrência em cada caso concreto.

7. AÇÕES de SENSIBILIZAÇÃO no âmbito da DEFESA da FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS

- Esclarecimentos nas técnicas a usar para a eliminação de matos/silvados e herbáceas em torno da zona de interface urbano/florestal e da legislação sobre a gestão do combustível florestal; quais as medidas adotadas pela Câmara Municipal, com destaque para a divulgação do número de contacto existente na Câmara Municipal, o processo de aviso e verificação do risco de incêndio e alternativas para executar a queima com o apoio dos corpos de bombeiros locais; E plantação de espécies florestais autóctones.