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São Miguel de Poiares

Grande parte dos territórios hoje pertencentes à Freguesia de São Miguel de Poiares foram inicialmente pertença da Universidade de Coimbra e vizinhos de Santa Maria da Arrifana, “cabeça” dos domínios destes “Territórios e Povoados”. 

Lugares importantes da freguesia de “São Miguel Arcanjo” foram: Vila Chã de Poiares que, nos séculos XVII e XVIII, era uma das 7 Varas (Jurisdições) das Terras de Poyares; Venda Nova e Moinhos, percurso de passagem da Estrada Real, onde existiam diversas casas religiosas e inúmeras indústrias manufatureiras, como lagares e azenhas. 

O Foral dado pela Rainha D. Dulce, ao tempo do Rei D. Sancho I, testemunha a existência das Terras de São Miguel em 1195. Este Foral dado à “Albergaria de Poiares e ao Convento de Sam Miguel”, refere inúmeros privilégios e deveres destes povos.  

São Miguel é assim Terra Antiga e de Fundação Secular, remontando à origem da Própria Nacionalidade Portuguesa.

Testemunhos desta antiguidade encontramos uma Igreja datada de 1220, bem como os 14 Casais (Povoados), pertencentes à antiga Ordem de Malta. 

A Capela Particular de Santo António, junto à E.N. 17, possui linhas setecentistas. Obra singular de pedra vermelha da Serra de Alveite aplicada sistematicamente neste edifício, foi construída no século XIX a pedido do Monsenhor Mattos, antepassado da família do Dr. Daniel de Matos.

A Igreja Paroquial encontra-se afastada da Povoação em sítio desafogado e límpido, tem a data de 1742 gravada na pedra de uma das suas reconstruções. Com duas Torres Sineiras recuadas em relação ao alinhamento da fachada é um edifício raro na Região. 

Ainda no Património edificado são de referir algumas casas de importância singular. A antiga casa da família Godinho, construção do século XIX de inspiração Setecentista, é um edifício grandioso com características “Conventuais”. Possui um arco cortando a estrada que liga o coro da sua capela privativa. A Casa Brasonada de Vila Chã que pertenceu a Francisco Matos Ferreira Ferrão Castelo Branco, que foi Capitão-mor de Ordenanças de Penacova, Poiares e Carvalho. A casa de agricultor abastado pertencente à Casa dos Moinhos, nesse mesmo lugar. E a Casa da Venda Nova com traça arquitetónica religiosa secular com Claustros e Capela. (demolida na década de 1970).

Nesta freguesia viveram inúmeros nomes dignificando o seu Património Humano. Em 1793 nasceu no lugar da Quinta dos Lameiros o Dr. José Santana Tavares, que cursou Direito, publicou inúmeras obras de foro Jurídico. Na sua propriedade situava-se o “Poço de Santana”, grande obra hidráulica para a agricultura, que ainda hoje podemos observar em parte a sua estrutura. Aproveitava as águas vindas de toda a encosta da Serra para os terrenos agrícolas da Freguesia. 

De referência um antigo Presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, o Professor José Morais e a sua esposa Professora Fausta, que viveram em São Miguel de Poiares e muitas saudades deixaram no concelho e em especial nesta Freguesia.

São Miguel de Poiares foi ainda Terra de Indústria, sendo que as principais “fábricas manufatureiras” do concelho tiveram início nestes territórios. Fornos de Cal e Cerâmicas, como a de Santa Rita e mais tarde a Ceramiguel. Pedreiras na Serra de Alveite, de onde se extraía pedra vermelha para cantarias e outros elementos arquitetónicos para a construção civil. Também destas pedreiras saíam as mós difundidas para todo o país, utilizadas em pequenos moinhos e grandes azenhas, como algumas que se encontram em grandes propriedades de palácios e casas senhoriais. A produção dos “Barros Pretos” de Olho Marinho, ou a tecelagem de Alveite Grande, são também elementos de referência. Manufaturas ligadas à madeira como unidades de serração, petrolinos e peças de ferro, são outras das atividades características desta Freguesia. 

Sobre os barros pretos/ louça preta temos referências antigas de Oleiros e suas famílias como a família “Correia”. Caçoilos, assadeiras, panelas de três pés, cantarinhas do segredo, jarras, cestos, canecos, potes, caçoilinhos de miniatura e outros artigos utilitários e de decoração. O concelho de Vila Nova de Poiares teve sempregrande tradição de produtos ligados à Cerâmica, seja na parte artesanal como ao nível industrial, cerâmicas para uso de construção civil.    

Possuidora de um Regadio Regulamentado e Comunitário, fontes, fráguas e águas límpidas e cristalinas, serra e natureza cuidada, São Miguel de Poiares possui ainda o Complexo de Piscinas da Fraga e um Parque Industrial, herdeiro das antigas indústrias Poiarenses. 

Ligando estradas e rios numa simbiose de harmonia São Miguel de Poiares possui qualidades impares também para o Turismo nomeadamente restaurantes de sabores e saberes fazer.

São Miguel de Poiares

Grande parte dos territórios hoje pertencentes à Freguesia de São Miguel de Poiares foram inicialmente pertença da Universidade de Coimbra e vizinhos de Santa Maria da Arrifana, “cabeça” dos domínios destes “Territórios e Povoados”.

Lugares importantes da freguesia de “São Miguel Arcanjo” foram: Vila Chã de Poiares que, nos séculos XVII e XVIII, era uma das 7 Varas (Jurisdições) das Terras de Poyares; Venda Nova e Moinhos, percurso de passagem da Estrada Real, onde existiam diversas casas religiosas e inúmeras indústrias manufatureiras, como lagares e azenhas.

O Foral dado pela Rainha D. Dulce, ao tempo do Rei D. Sancho I, testemunha a existência das Terras de São Miguel em 1195. Este Foral dado à “Albergaria de Poiares e ao Convento de Sam Miguel”, refere inúmeros privilégios e deveres destes povos. 

São Miguel é assim Terra Antiga e de Fundação Secular, remontando à origem da Própria Nacionalidade Portuguesa.

Testemunhos desta antiguidade encontramos uma Igreja datada de 1220, bem como os 14 Casais (Povoados), pertencentes à antiga Ordem de Malta.

A Capela Particular de Santo António, junto à E.N. 17, possui linhas setecentistas. Obra singular de pedra vermelha da Serra de Alveite aplicada sistematicamente neste edifício, foi construída no século XIX a pedido do Monsenhor Mattos, antepassado da família do Dr. Daniel de Matos.

A Igreja Paroquial encontra-se afastada da Povoação em sítio desafogado e límpido, tem a data de 1742 gravada na pedra de uma das suas reconstruções. Com duas Torres Sineiras recuadas em relação ao alinhamento da fachada é um edifício raro na Região.

Ainda no Património edificado são de referir algumas casas de importância singular. A antiga casa da família Godinho, construção do século XIX de inspiração Setecentista, é um edifício grandioso com características “Conventuais”. Possui um arco cortando a estrada que liga o coro da sua capela privativa. A Casa Brasonada de Vila Chã que pertenceu a Francisco Matos Ferreira Ferrão Castelo Branco, que foi Capitão-mor de Ordenanças de Penacova, Poiares e Carvalho. A casa de agricultor abastado pertencente à Casa dos Moinhos, nesse mesmo lugar. E a Casa da Venda Nova com traça arquitetónica religiosa secular com Claustros e Capela. (demolida na década de 1970).

Nesta freguesia viveram inúmeros nomes dignificando o seu Património Humano. Em 1793 nasceu no lugar da Quinta dos Lameiros o Dr. José Santana Tavares, que cursou Direito, publicou inúmeras obras de foro Jurídico. Na sua propriedade situava-se o “Poço de Santana”, grande obra hidráulica para a agricultura, que ainda hoje podemos observar em parte a sua estrutura. Aproveitava as águas vindas de toda a encosta da Serra para os terrenos agrícolas da Freguesia.

De referência um antigo Presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, o Professor José Morais e a sua esposa Professora Fausta, que viveram em São Miguel de Poiares e muitas saudades deixaram no concelho e em especial nesta Freguesia.

São Miguel de Poiares foi ainda Terra de Indústria, sendo que as principais “fábricas manufatureiras” do concelho tiveram início nestes territórios. Fornos de Cal e Cerâmicas, como a de Santa Rita e mais tarde a Ceramiguel. Pedreiras na Serra de Alveite, de onde se extraía pedra vermelha para cantarias e outros elementos arquitetónicos para a construção civil. Também destas pedreiras saíam as mós difundidas para todo o país, utilizadas em pequenos moinhos e grandes azenhas, como algumas que se encontram em grandes propriedades de palácios e casas senhoriais. A produção dos “Barros Pretos” de Olho Marinho, ou a tecelagem de Alveite Grande, são também elementos de referência. Manufaturas ligadas à madeira como unidades de serração, petrolinos e peças de ferro, são outras das atividades características desta Freguesia.

Sobre os barros pretos/ louça preta temos referências antigas de Oleiros e suas famílias como a família “Correia”. Caçoilos, assadeiras, panelas de três pés, cantarinhas do segredo, jarras, cestos, canecos, potes, caçoilinhos de miniatura e outros artigos utilitários e de decoração. O concelho de Vila Nova de Poiares teve sempregrande tradição de produtos ligados à Cerâmica, seja na parte artesanal como ao nível industrial, cerâmicas para uso de construção civil.    

Possuidora de um Regadio Regulamentado e Comunitário, fontes, fráguas e águas límpidas e cristalinas, serra e natureza cuidada, São Miguel de Poiares possui ainda o Complexo de Piscinas da Fraga e um Parque Industrial, herdeiro das antigas indústrias Poiarenses.

Ligando estradas e rios numa simbiose de harmonia São Miguel de Poiares possui qualidades impares também para o Turismo nomeadamente restaurantes de sabores e saberes fazer.