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joao miguel henriques

O Município de Vila Nova de Poiares rejeita a existência de um consenso sobre a solução para o Itinerário Principal n.º 3 (IP3) apresentado em julho pelo Governo e que exclui o perfil de autoestrada, na sequência do que tem vindo a público em algumas notícias sobre este tema.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares defende que «a ligação entre Coimbra e Viseu deve ser em perfil de autoestrada embora, naturalmente, não se oponha a qualquer intervenção no atual traçado que consista na melhoria da segurança dos utentes». Contudo - reafirma – «a solução apresentada pelo Governo em julho não vai resolver o problema de fundo do IP3, tampouco dos concelhos servidos por aquela infraestrutura».

«O IP3 é o único itinerário principal do país com elevado volume de tráfego que não tem perfil de autoestrada em toda a sua extensão. As cidades de Coimbra e Viseu merecem e justificam a ligação em autoestrada. Trata-se também de uma ligação estruturante para a região e para o país».

Vila Nova de Poiares, juntamente com um conjunto de concelhos da região, defende a autoestrada, bem como um traçado a sul do rio Mondego, que contribua para uma maior e mais equilibrada equidade territorial através do desenvolvimento económico e social. João Miguel Henriques reafirma que os autarcas têm vindo a ter voz ativa na discussão e defesa desta solução, por acreditarem que a mesma se possa traduzir numa mais-valia para a região e uma solução segura para esbater as dificuldades de mobilidade existentes neste território.

São muitas as dificuldades que afetam os concelhos desta região em termos de acessibilidades. Exemplo disso é a total ausência de intervenção na EN-2 no troço entre Vila Nova de Poiares e Penacova por parte da IP (Infraestruturas de Portugal), que está completamente ao abandono mas que é a principal ligação de Poiares e da sua zona industrial ao IP3 e, por conseguinte à fronteira. De mesma forma, manifesta-se o esquecimento a que tem sido dotada a EN17 – estrada da beira – que não responde às atuais necessidades destes municípios e das suas populações, afastando-os cada vez mais da capital de distrito.

Coimbra deveria assumir um protagonismo diferente na região, reclamando para si a responsabilidade de liderar a região centro e reivindicar acessibilidades condizentes com esse estatuto, nomeadamente a ligação por autoestrada à fronteira com Espanha já que é uma das poucas capitais de distrito do país que não usufrui dessa realidade.

Vila Nova de Poiares continuará a ter uma atitude interventiva nesta matéria, procurando sempre defender as soluções que considera defenderem melhor os interesses do concelho, da região e das suas populações.