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zif jornada tecnica

Objetivo foi esclarecer proprietários e promover a sua adesão às associações

O Centro Cultural de Poiares acolheu esta semana a última das três jornadas técnicas promovidas pelas Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) de Vila Nova de Poiares, nomeadamente de Santo André, Arrifana e São Miguel / Lavegadas, e que se encontram neste momento num processo de constituição.

Ao longo das sessões sempre muito concorridas em termos de público, foi possível aprofundar diferentes temáticas junto de vários especialistas, em áreas como a prevenção no território florestal, apoios financeiros do Estado, vantagens e desafios de uma ZIF, o uso da biomassa florestal, a pastorícia e a caça, culminando na ecologia das espécies e o mercado, onde foi dado enfoque ao eucalipto, pinheiro manso e bravo, sobreiro, medronheiro, sabugueiro e frutos secos.

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, João Miguel Henriques, que esteve também presente nas jornadas, aproveitou para agradecer «a forma abnegada com que todos têm trabalhado em articulação com o Município para a criação das ZIF’s no Concelho, nomeadamente aos proprietários na pessoa do eng.º João Freitas, e às juntas de freguesia, dado que o único caminho para a preservação e sustentabilidade da nossa floresta e ambiente é o da associação dos proprietários em entidades como esta».

Esta necessidade advém, nas palavras de João Miguel Henriques, «do facto das propriedades no nosso Concelho serem sobretudo de minifúndio, realidade que inviabiliza qualquer retorno financeiro perante as necessidades de investimento a efetuar, em particular as limpezas dos terrenos, pelo que ao alocarmos essa propriedade numa ZIF ganhamos escala e, consequentemente, a possibilidade de retirar efetivamente um rendimento, fruto de uma gestão equilibrada e rigorosa».

De acordo com o Presidente da Autarquia, «estas jornadas vieram ainda permitir esclarecer conceitos e mitos errados junto dos proprietários, nomeadamente o facto de que ao colocarem a sua propriedade sob a gestão da ZIF não deixam de ser os legítimos donos da sua parcela de terreno, apenas permitem que essa gestão seja feita por outrem».

Recordando que fruto das alterações climáticas eventos extremos como os incêndios serão cada vez mais frequentes e violentos, João Miguel Henriques referiu que «urge uma floresta devidamente planeada e gerida, e que, ao mesmo tempo que nos pode defender em caso de fenómenos dessa natureza, seja capaz de permitir um retorno financeiro para os proprietários e para o próprio ambiente ao promover a biodiversidade», concluiu.