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Corte de 220 mil€ pelo excesso de endividamento em 2011/12

O apelo foi feito pelo Presidente da Câmara Municipal na última reunião do Executivo, face à necessidade de encontrar soluções que permitam compensar o corte de cerca de 220mil € nas transferências do Estado, decorrente da decisão da Secretaria de Estado da Administração Local de penalização do Município de Vila Nova de Poiares pelo excesso de endividamento registado no em 2011/12.

«Não é justo que sejamos nós a pagar pelos erros dos executivos anteriores», afirmou, lembrando que a Oposição (do mesmo partido político do executivo anterior e apoiada pelo anterior presidente da câmara) é corresponsável pela situação verificada, «tanto mais porque um dos vereadores era, inclusivamente, membro do órgão fiscalizador do Município, a Assembleia Municipal. Logo, se tiveram responsabilidade na criação do problema, têm a obrigação de, agora, apresentar soluções.»

Instados a responder, não só não se desvincularam dos actos de gestão do passado, como fizeram recair sobre a Maioria a total responsabilidade pela procura de soluções (quer no ‘lado’ da despesa, quer no lado da receita) que permitam compensar o corte de 220 mil € e que vai obrigar a uma Revisão Orçamental.

«É lamentável, já que, perante tão frágeis condições de governabilidade deste Município, necessitávamos de uma oposição responsável, coerente e empenhada na resolução dos problemas que afetam esta Câmara Municipal», afirmou o Presidente da Câmara, lembrando que a Oposição tinha, nesta matéria, «uma oportunidade única para se renovarem e mudarem de caminho, demonstrando uma forma diferente de fazer política, com responsabilidade, e desperdiçaram-na por completo».

À margem da reunião de Câmara, considerou mesmo que «a Oposição insiste numa atitude de completa desresponsabilização que tem mantido desde o início do mandato», dando como exemplo a «quantidade ‘absurda’ de abstenções e votos contra em quase todos as propostas que são presentes para aprovação».

Exemplo disto mesmo foi a votação referente a um Projeto de Regulamento das Instalações Desportivas que, depois de uma larga discussão, com acolhimento de algumas das suas próprias propostas, a oposição decidiu optar pela abstenção. Refira-se que o Projeto de Regulamento agora aprovado tem como objetivo definir as regras de utilização e funcionamento das várias instalações desportivas municipais, com as respetivas taxas de utilização, sendo que será ainda submetido à aprovação da Assembleia Municipal antes de entrar em vigor.

 

Frontalmente contra os semáforos na EN-17

Durante a reunião do Executivo, o Presidente da Câmara Municipal deu ainda conta das várias ‘démarches’ que tem realizado, com inúmeros contactos já desenvolvidos, com várias entidades, no sentido de alertar para a necessidade de resolução do problema das acessibilidades que afetam Vila Nova de Poiares, que está transformado num verdadeiro ‘enclave’ do distrito de Coimbra. Por isso mesmo considera verdadeiramente prioritária que haja uma ligação condigna à capital de distrito, nomeadamente com a construção de uma via alternativa à EN-17, ligando o nó da Ponte Velha (Lousã) à A13, no nó de Ceira (Coimbra), bem como a ligação ao IP-3, considerada verdadeiramente fundamental para o desenvolvimento da Zona Industrial de V.N.Poiares, que sendo uma das maiores e melhores da região, não possui, inexplicavelmente, nenhuma ligação a uma via rápida (IC ou IP).

No capítulo das acessibilidades, o Presidente da Câmara manifestou-se «frontalmente contra» a possibilidade, que parece estar a ganhar cada vez mais dimensão, de colocação de semáforos na Estrada da Beira, junto à povoação de Cabouco, na sequência da construção de uma nova ponte sobre o rio Ceira que irá entroncar na EN-17, entre duas curvas. «Lembramo-nos bem do ‘inferno’ que era a entrada e saída de Coimbra no tempo dos semáforos em Ceira e não aceitaremos, de forma alguma, que se venham a colocar ainda mais entraves ao fluxo de tráfego já de si tão demorado e difícil como é este da ligação a Coimbra», afirmou, deixando mesmo antever a possibilidade de «recorrer a todas as formas de luta necessárias para impedir tal cenário».